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Wednesday, November 01, 2006
Cartilha para evitar preconceito
Renato Grandelle
JB Online, Rio, 01.11.2006
As desigualdades raciais no sistema público de saúde vão virar cartilha. Financiado pelo Ministério da Saúde, o movimento negro, concentrado no Rio, prepara um manual para ser distribuído entre funcionários do SUS em todo o país. A previsão é de que a tiragem do texto chegue a 100 mil exemplares em seis meses.
Enquanto a militância prepara as impressoras, médicos rejeitaram ontem a acusação do ministro da Saúde Agenor Álvares, para quem o Sistema Único de Saúde (SUS) seria "racista".
- É uma classificação fantástica - ironizou o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio, Paulo César Geraldes. - O SUS é o mais democrático dos sistemas. E, se contasse com os impostos que deveriam engordar sua conta, também seria o melhor. Em vez de dizer baboseiras, o ministro deveria cuidar de seu trabalho.
Leia matéria completa:
http://jbonline.terra.com.br/editorias/rio/papel/
2006/01/11/rio20060111000.html
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Reivindicação é antiga
O choque dos médicos com as denúncias do ministro Agenor Álvares é déjà vu para Ivanir dos Santos, presidente da ONG Centro de Articulação de Populações Marginalidades (Ceap). O militante lembra que há índices sociais para amparar reivindicações dos negros em todas as áreas públicas.
- Existem pesquisas mostrando que o negro estuda menos, é punido com mais rigor pelo Justiça e tem menos oportunidades de emprego - enumera. - A saúde era a única área em que ainda não havíamos mexido.
O silêncio foi rompido por pesquisas da Fiocruz e do Ministério da Saúde, realizadas a partir de 2001. Apesar de 80% dos atendimentos do SUS serem realizados em negros, a etnia era a que mais registrava denúncias contra maus-tratos - inclusive cometidos por funcionários da mesma cor.
- O preconceituoso não tem consciência do problema - lamenta Ivanir. - Quem abusa da autoridade funciona de acordo com a ideologia que representa.
O presidente da Ceap defende a capacitação e treinamento dos profissionais de saúde para lidar com afro-brasileiros. É um plano distante e que ainda enfrenta resistência, mas Ivanir já está satisfeito:
- Rompemos o silêncio.
http://jbonline.terra.com.br/editorias/rio/papel/
2006/01/11/rio20060111001.html
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